sábado, 13 de novembro de 2010

UM MONUMENTO A MENOS

O homem está acabando com os últimos resquícios históricos e artísticos das nossas águas, dos nossos vegetais e até do nosso patrimônio arquitetônico, num criminoso menoscabar, num flagrante às coisas santas do passado!
Aqui é a natureza que sofre um golpe de morte; ali é a etnografia que perde um monumento, que vê, impassível e acocorada, através dos seus estaduanos, o desmoronar das suas relíquias augustas!
De um lado, é o homem na sua personificação particular, destruindo aquilo que supõe de sua propriedade; do outro, é o homem, aproveitando a debilidade mental reinante, apropriando-se, indebitamente, não só daquilo que o nosso aborígene pagou com o seu trabalho mas,ainda, daquilo que constitui o marco do seu passado.
(SENNA,Júlio Gomes de. Ceará Mirim: Exemplo Nacional,1974,pags 138-139)

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