Mar e céu. Mar e céu! No convés do navio
Eu contemplava o mar soluçando e bravio.
As ondas majestosas, vinha se espraiavam.
Em rugidos de dor que nunca se acabavam.
Na linha do horizonte o céu se unia ás águas
E tudo tinha um tom de tristeza e de mágoas.
Chamei-o em vão! Em vão beijei-lhe a face fria.
Sempre o mesmo silêncio e a mesma agonia.
Que martírio meu Deus! Que horror! Que desconforto!
Cruel desilusão!Meu pai jazia morto.
(Primeiro poema de Adele de Oliveira aos quinze anos de idade, quando falecia seu pai, viajando de Belém para Natal,sepultado nas ondas do mar).
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