"Mal o dia desponta suavemente
No engenho vai a gente azafamada
A bagaceira alveja de repente
E no alto o bueiro solta a fumarada
No campo o corte avança lentamente
E a "bandeira" no chão vê-se espalhada
Enquanto pelo aterro alegremente
O "cambiteiro" passa em disparada..."
Hoje, tristonhos, vêem-se alguns traumatizados pela usina...
Não mais sentirão o rodar das moendas!
Os apitos das chaminés emudeceram.
Restam bueiros empoeirados...
(ANTUNES,Magdalena. Oiteiro: Memórias de uma Sinhá-moça,2ªed.2003,pag.319)
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